Coluna Secovi

Por uma política monetária menos conservadora

Em sua última decisão, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu em um ponto porcentual a taxa básica de juros, que passou a ser de 11,25% ao ano.

Naturalmente, o fato merece ser comemorado. Afinal, foi o quinto corte seguido na Selic. Porém, nossa taxa de juro real (ou seja, descontada a projeção média de inflação futura para os próximos 12 meses) está em torno de 6,36%, o que mantém o Brasil no topo do ranking das maiores taxas reais do mundo, à frente da Rússia, Colômbia, China, Índia e Argentina, segundo levantamento da Infinity Asset Management e portal Moneyou.

Sem dúvida alguma, são consistentes os sinais de que o ambiente nacional está melhorando. Até mesmo o emprego chegou a reagir, após mais de 20 meses de queda sucessiva, voltando a cair agora, o que é lamentável.

A questão é: será que se os juros caíssem mais não haveria maior celeridade nesse processo de retomada? Será que o Brasil não mereceria uma política monetária menos conservadora?

Acreditamos que sim. Se o BC fosse mais agressivo na diminuição da Selic, por certo sinalizaria que essa recuperação não é irreal. Nada a ver com voo de galinha ou canto do cisne. O Copom daria um recado claro, em âmbito interno e externo, de que estamos no caminho certo. Que podemos acreditar.

Se a última redução tivesse sido menos moderada, de imediato teríamos um efeito cascata muito produtivo. Inclusive no que diz respeito às atividades imobiliárias, nas quais os juros são decisivos. Selic menor incentiva e confere maior capacidade de realizar investimentos.

É claro que a autoridade monetária tem lá suas razões para decidir de uma forma e não de outra. Mas um pouco de ousadia, nesse momento, seria crucial para que os passos da superação da crise fossem um pouco mais largos.

Quem sabe a próxima reunião nos surpreenda (positivamente). E, quem sabe, a aprovação da reforma da previdência venha conferir o respaldo necessário para que abandonemos o primeiro posto de um ranking que em nada beneficia a Nação.

*Flavio Amary é presidente do Secovi-SP


Secovi-SP recebe ministro Marcos Pereira – No próximo dia 8/5, o ministro da Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, participa de reunião com associados, ocasião em focaliza o tema “O Brasil de hoje e as perspectivas para o futuro na visão do MDIC”. Conforme o presidente da entidade, Flavio Amary, existem vários avanços acontecendo e que interessam diretamente ao mercado imobiliário. “Toda forma de investimento (interno ou externo) termina por impactar nossas atividades. É preciso avaliar como devemos nos preparar para aproveitar as oportunidades”, afirma. Informações: (11) 5591-1304 a 1307.

Mais um pleito atendido – Em atendimento a pedido do Secovi-SP, a Secretaria municipal da Fazenda de São Paulo prorrogou para junho próximo o prazo para a entrega da DAI (Declaração de Atividade Imobiliária). Por ocasião de audiência com o titular da pasta, Caio Megale, ocorrida em 13/4, os representantes da instituição justificaram a necessidade de maior tempo para que as empresas do setor se preparem, comprometendo-se, inclusive, a realizar palestra para esclarecer dúvidas sobre essa inédita obrigação. A nova data foi estabelecida na Instrução Normativa nº 5, publicada no Diário Oficial do Município de 14/4/2017 (p. 12). Íntegra também disponível no portal Secovi.

26 de abril de 2017

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