Notícia

Artigo: Not In My Backyard


Em artigo veiculado pela coluna da Fiabci/Brasil, Ricardo Yazbek, vice-presidente do Secovi-SP, fala sobre a resistência de algumas pessoas a empreendimentos imobiliários

O acrônimo inglês NIMBY (Not In My Backyard, que significa “não em meu quintal”, em português) é uma expressão comumente utilizada no exterior para descrever a oposição de um grupo de pessoas – seja uma entidade ou associação de moradores, por exemplo – contra a construção de determinada obra no entorno de onde vive. Esse empreendimento pode ser de diferentes segmentos, como um aeroporto, um shopping, uma nova linha de metrô ou até mesmo um prédio residencial.

A complexidade dos NIMBY's, no entanto, está no motivo da resistência dessas pessoas. No geral, a construção desses empreendimentos é muito benéfica para a população da cidade e da região como um todo – como um museu, que é um importante polo cultural, ou um aeroporto, peça fundamental para o desenvolvimento de uma cidade – mas, por motivos como poluição sonora, aumento do fluxo de pessoas na região ou simplesmente ideológicos, alguns projetos são alvos de manifestações contrárias.

Para convencer a população de que determinado empreendimento não deve ser construído, esse grupo de pessoas, muitas vezes, utiliza argumentos equivocados para influenciar a mídia ou a opinião pública de que o projeto é irregular quanto a legislações ambientais ou legais, podendo gerar a paralisação ou, em certos casos, o impedimento da obra. É contra esse ponto que o setor imobiliário deve se manifestar.

Com inúmeras leis, decretos, portarias e resoluções que pautam o setor, além da ética respeitada pelos profissionais, é inaceitável que essa prática seja recorrente e interrompa a construção de empreendimentos legalmente aprovados, fundamentais para dar suporte ao crescimento de uma cidade.

Um caso recente em São Paulo pode ser citado como exemplo. Localizado na região central da cidade, o terreno privado erroneamente chamado de Parque Augusta tem sido alvo de protestos por parte de pessoas que querem impedir o desenvolvimento de um empreendimento imobiliário no local. Tais pessoas disseminam alegações equivocadas e mentirosas sobre corte de árvores e danos ao local, prejudicando um dos mais bem elaborados projetos para a cidade.

O projeto preserva a área de bosque (10 mil dos 24 mil m2 do terreno) e o torna espaço de utilização pública, permitindo ainda total circulação (fruição) de pessoas pelas três frentes do imóvel. Tudo isso com os custos de manutenção e preservação sob a responsabilidade do empreendimento. Além disso, o mesmo garantirá grandes espaços a serem desfrutados pela população, sem nenhum ônus para o poder público, que receberá para sempre os impostos (IPTU, ISS, entre outros) gerados pelo condomínio.

Principalmente no caso das grandes metrópoles, que tendem a crescer cada vez mais ao atrair pessoas em busca de oportunidades de estudo e emprego, o setor imobiliário tem o desafio de proporcionar novos lançamentos e empreendimentos que suportem esse crescimento populacional. A verticalização das cidades não é fonte de problemas de uma metrópole, mas a consequência de se regular a oferta à demanda de habitações e serviços.

É importante ressaltar que a indústria imobiliária defende a democracia e o debate saudável, técnico e transparente de ideias. Atitudes como as dos NIMBY's, porém, geram impactos negativos para a cidade, com paralisações que envolvem prejuízos financeiros para as famílias que compraram seus imóveis e para a população como um todo.

*Ricardo Yazbek é vice-presidente de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Secovi-SP, ex-presidente da FIABCI-Brasil e do Secovi SP. 

Autor: Leandro Vieira

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