Institucional

Como incentivar a criatividade nas cidades e na economia?


De que forma esses dois expedientes impactam na dinâmica do mercado imobiliário?
Ana Carla Fonseca, da FGV, palestra sobre cidades criativas e
economia criativa na Convenção Secovi 2018

Ainda que o conceito não seja fechado e haja inúmeras definições a respeito do tema, é possível elencar três características em comum que se alinham ao arquétipo de cidade criativa.

Esse recorte, por sinal, foi obtido por um trabalho realizado por Ana Carla Fonseca, professora da Fundação Getúlio Vargas, doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e fundadora da consultoria Garimpo de Soluções.

Ela reuniu acadêmicos, arquitetos, hidrólogos e urbanistas de 18 países para tentar delinear minimamente essa ideia.

A primeira das características é a busca por inovação em diversas frentes. Seja na área social, tecnológica, de saúde, de trânsito, de moradia... Uma cidade criativa, de forma inquieta, vislumbra sempre procurar por novas perspectivas para sanar seus problemas e, consequentemente, se transformar em um lugar melhor para se viver.

Segunda característica é a cultura. É ela quem define o espírito e a identidade da cidade. Nessa perspectiva, o impacto econômico trazido por ela é de extrema relevância. Exemplo disso se vê em São Paulo, da gastronomia e vida noturna aos grandes eventos, como Fórmula 1.

Por fim, as conexões da cidade completam a lista – ilustra bem esse aspecto o cidadão que, ao longo do dia, tem diversas experiências de alimentação, de trabalho e de consumo em diferentes locais da cidade. Ver a cidade como um todo integrado, não como um monte de bairros isolados, faz parte dessa visão.

Nas cidades criativas é que a economia criativa – conjunto de negócios cuja geração de valor esteja atrelada a capacidades intelectual e cultural – encontra espaço para florescer. Criação de empregos, promoção da diversidade cultural e aumento das receitas, tanto privadas como públicas, são algumas de suas consequências positivas.

Não há como dissociar o mercado imobiliário desse ecossistema. Em uma cidade criativa, as dinâmicas da moradia, da demanda habitacional, da oferta de emprego, do perfil do morador, entre outros, entram na equação que, em última análise, impactam os produtos imobiliários.

Ao mesmo tempo, tanto o mercado quanto as cidades estão sujeitos a uma série de normas e regras da administração pública, que podem tanto incentivar a criatividade nas cidades como engessá-las.

Tem-se, assim, um grande desafio: como alinhar leis e instrumentos da economia criativas para atender demandas presentes e futuras das cidades?

Ana Carla Fonseca palestrará sobre esse tema na Convenção Secovi 2018.

Especialista em cidades criativas, economia criativa e em cidades inteligentes, Ana Carla explica o desafio das cidades, dos cidadãos e dos gestores públicos face a essa questão.

Claudio Bernardes, presidente do Conselho Consultivo do Secovi-SP, é o segundo palestrante. Conhecedor das legislações urbanas, Bernardes coordenou a participação do Secovi-SP na elaboração e no aprimoramento dos dois últimos Planos Diretores da cidade de São Paulo. Caberá a ele fazer o elo entre as legislações urbanas das cidades e seus reflexos na dinâmica do setor imobiliário.

A palestra ocorre dia 27 de agosto, segunda-feira, das 11 às 12 horas.

Ingressos para a Convenção Secovi podem ser obtidos pelo telefone (11) 5591-1306 ou no site www.convencaosecovi.com.br.

O evento tem o patrocínio da Atlas Schindler (categoria Diamante) e da Intelbras (Prata).

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP


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