Institucional

Educação também é um dever da sociedade 


Secretário estadual José Renato Nalini alertou que, sem o cuidado de todos, as escolas correm risco de não conseguirem cumprir sua missão
Nailini: prejuízo com depredações a estabelecimentos de ensino no Estado de
São Paulo já passou de R$ 18 milhões

O governo do Estado de São Paulo tem lidado com uma difícil questão: a depredação premeditada e proposital de escolas públicas, em especial na Região Metropolitana. Segundo o secretário estadual de Educação, José Renato Nalini, os prejuízos decorrentes desses vandalismos já passaram da casa dos R$ 18 milhões nos últimos meses. “Temos estabelecimentos de ensino que chegaram a ser depredados dez vezes”, afirmou em reunião do Núcleo de Altos Temas do Secovi-SP (NAT), ocorrida dia 17/5, na sede da entidade.

Há casos de escolas que foram alvos de ataques pouco antes de serem entregues (R$ 1,3 milhão de gastos na recuperação). Há, ainda, desembolsos por causa de incêndios (R$ 7,9 milhões) e reposição de cabos e outros equipamentos furtados (R$ 9 milhões).

“A Constituição Federal diz que educação é um direito de todos e um dever do estado e da família e compartilhado com a sociedade. Pensar que o pagamento de impostos que sustentam a máquina já é o suficiente é um equívoco”, disse Nalini. “Todos fomos chamados pelo constituinte a colaborar com a educação. É uma coisa muito séria para deixarmos apenas com o governo. A sociedade precisa se aproximar da escola pública”, afirmou o secretário, que também é doutor em Direito e ex-desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Como exemplo, citou empresas e pessoas físicas que “adotam” algumas escolas, apoiando ações de zeladoria e de participação da comunidade na vida escolar. “Temos, hoje, um presidente de banco que vai jogar futebol com as crianças nos fins de semana”, comentou, em relação ao programa Escola da Família, que abre os portões dos estabelecimentos à comunidade para atividades culturais e de recreação aos sábados e domingos.

Motivos para se entusiasmar com a causa não faltam. Segundo Nalini, vários alunos da rede pública estadual foram premiados em razão de feitos inovadores. Uma solução que auxilia cavalos a recuperarem-se de enfermidades nas patas dianteiras, um medidor de batimento cardíaco para sonâmbulos, embalagem biodegradável feita com casca de banana, repelente de gengibre - que é nocivo ao pulgão mas benéfico à plantação -, triturador de embalagem PET acrescido ao cimento, dentre outras iniciativas, foram alguns dos feitos dos alunos.

Ainda de acordo com o secretário, a educação paulista recebe um terço da arrecadação estadual como investimento. Para se ter uma ideia do que essa proporção representa, a Constituição Federal determina que os Estados membros da União devam repassar 25% dos impostos à educação. Também deu visibilidade à primeira colocação de São Paulo no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) referente aos três ciclos históricos do aprendizado. 

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP

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