Institucional

Governança corporativa é para todas


Rotulado como prática exclusiva de empresas de grande porte e de capital aberto, sistema pode e deve ser implantado pelas pequenas e médias que almejam desenvolver seus negócios e crescer

É unanimidade: todo empresário sonha com o sucesso de seu negócio. No entanto, uma prática que dá base e oferece sustentação para o desenvolvimento e o crescimento da empresa ainda não é adotada amplamente no meio empresarial: a governança corporativa. Dentre as razões, a falta de conhecimento. Há o estigma de que o sistema se aplica apenas a grandes corporações ou empresas de capital aberto, que o custo é elevado ou que é destinada apenas para corporações atuantes em determinados segmentos da economia.

Nas palavras do presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Emilio Carazzai, governança corporativa é um sistema de liderança empresarial cujo objetivo é gerar valor econômico. Baseia-se em quatro princípios: transparência, equidade, prestação de contas (ser responsável) e responsabilidade corporativa (incorporar princípios de sustentabilidade).

São regras, procedimentos e ações que regulam o relacionamento entre todos os agentes que têm interesse na empresa e são responsáveis pela sua administração e tomada de decisão - sócios, conselho de administração, presidente, diretoria, todos os órgãos de controles internos e, eventualmente, auditoria externa. “No IBGC, costumamos dizer que a governança ‘é uma jornada’. É como uma bancada de ferramentas que se vai empregando à medida das necessidades.”

“Um bom sistema de governança corporativa garante a saúde e a longevidade da companhia, a boa administração de conflitos, previne erros, permite tomadas de decisões sempre voltadas para o bem da empresa, da sociedade e que todas as partes sejam beneficiadas”, complementa o engenheiro Aron Zylberman, integrante da vice-presidência de Tecnologia e Sustentabilidade do Secovi-SP.

Uma peça desse sistema é o compliance, programa interno de conformidade. “É uma filosofia de fazer as coisas de maneira legal e correta, independentemente de isso tornar a empresa mais ou menos competitiva. Está acima de qualquer interesse”, define, de maneira simples, Carlos Borges, diretor presidente da incorporadora Tarjab.

A adesão a programas de governança corporativa no Brasil é um fenômeno recente. Sua gênese está na Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013). “Quando entrou em vigor, essa lei abriu os olhos de empresários para a formalização e a estruturação de seus negócios. De maneira geral, a adesão é baixa, com exceção das SA's (sociedades anônimas), que são obrigadas justamente por força desse novo regramento”, comenta Zylberman.

O assunto, infelizmente, não está na agenda das pequenas e médias empresas. “Não há consciência de que vale a pena investir na implantação de um programa de governança, de se organizar. Não é necessário grande investimento financeiro. O que precisa é de informação e vontade de fazer”, orienta Borges, também vice-presidente de Tecnologia e Sustentabilidade do Secovi-SP.

Segundo Carazzai, mais de uma dezena de empresas do setor imobiliário abriram capital no final da década passada. Essas têm a obrigação normativa de constituir e manter conselhos de administração estatutário. “As experiências são variadas e peculiares, difíceis de generalizar. Mas podemos observar alguns fenômenos comuns aos diversos segmentos da economia. Quando a empresa vai abrir capital, é frequente a busca por conselheiros independentes, que emprestem prestígio à companhia. Porém, nem sempre esses nomes preenchem os perfis especificamente necessários ao exercício da governança daquela empresa. Por isso, no IBGC, defendemos a diversidade de perfis, compatíveis com as necessidades estratégicas da companhia”, explica o executivo da instituição.

Benefícios e cuidados - Dentre os inúmeros benefícios de um programa de governança, estão maior val...

Termine de ler a matéria em Revista Secovi-SP - A Revista do Mercado Imobiliário - Reportagem de Catarina Anderáos

**A matéria pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.

Autor: Revista Secovi-SP, edição 285, ago/set 2017, pp. 20,21, 22, 24, 26

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