Institucional

INTERIOR - Os impactos da Covid-19 nas cidades paulistas


Efeitos nos mercados de São José dos Campos e Barueri e entorno foram debatidos em Live Secovi-SP​

Na última terça-feira, 19/5, a Live Secovi-SP trouxe mais um debate com diretores e representantes regionais da entidade para debater os impactos da Covid-19 no interior paulista. Dessa vez, as discussões focalizaram os mercados imobiliários de São José dos Campos e Barueri e entorno. 

Paulo Cunha, diretor regional do Secovi em São José dos Campos, iniciou a transmissão destacando o período que antecedeu o início da pandemia. “O mercado estava muito forte e estávamos nos recuperando das dificuldades vividas desde 2010 por conta da economia nacional e da legislação municipal que restringiu a nossa atividade na cidade”, contou. 

De acordo com o dirigente, até meados de março o mercado estava consumindo todo o estoque de imóveis, praticando zerando-o em algumas construtoras, devido, inclusive, à pequena produção ocorrida nos últimos cinco anos no município. “Com juros baixos e crédito abundante, o setor achava que iria tirar os projetos da gaveta e deslanchar no segundo semestre de 2020. Após a pandemia, temos outra realidade”, completou. 

“O programa Minha Casa, Minha Vida mantém os parâmetros inalterados na cidade. Temos até um grande lançamento previsto para os próximos dias, o que mostra que os empresários desse segmento estão acreditando bastante no potencial do produto”, disse, ressaltando que imóveis voltados à habitação popular continuam despertando grande interesse, mesmo durante a pandemia. 

Para Paulo Cunha, as perspectivas de recuperação do mercado imobiliário da região passam pelo setor de desenvolvimento das prefeituras locais, com incentivos para atração de investimentos de grande porte para estas cidades. “Onde tem mercado, a construção civil vai atrás, pois ela procura nichos de mercado.”

O empresário destacou também o crescimento do interesse de clientes de grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, por imóveis no interior paulista. “As pessoas estão em busca de mais qualidade de vida e a pandemia vai acentuar essa procura a médio prazo”, acrescentou. 

Barueri e entorno - Também participou da transmissão o empresário Marcos Mellão, presidente da AIAT (Associação da Indústria Imobiliária em Alphaville, Tamboré e Região) e representante do Secovi-SP em Barueri e entorno. 

O dirigente contou que o início de 2020 foi muito interessante para o mercado imobiliário da região, com boa absorção dos imóveis e com grandes perspectivas de recuperação do setor. Em março, mesmo após a decretação da quarentena no Estado de São Paulo, algumas vendas que estavam em negociação foram finalizadas. Já em abril, segundo ele, o resultado foi ruim. “Tivemos queda nas vendas e estandes fechados”, disse. Mellão salienta, no entanto, que em meados de maio houve aumento de procura, não tão forte quanto no início do ano, mas os empresários já trabalham com uma perspectiva de retomada. “O mercado de lotes, por exemplo, demonstra um aquecimento maior. Não sabemos ainda se esse movimento é um reflexo dos juros baixos ou da mudança de interesse do comprador por uma casa com quintal e gramado.”

O empresário também sinalizou que a procura por unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, especialmente em Osasco e Carapicuíba, continua intensa. “Temos um mercado de habitação popular forte na região. As políticas da Caixa no sentido de flexibilizar pagamentos dos clientes e de quem financiou obras com a instituição têm dado bons resultados”, pontuou. Com relação aos imóveis voltados para a média renda, Mellão disse que os projetos não deixaram de andar, mas os lançamentos previstos para o final do segundo semestre do ano serão reavaliados em setembro. Com relação à alta renda, as unidades continuam sendo vendidas, mas num ritmo menor. 

Ao final da transmissão, o vice-presidente do Interior do Secovi-SP, Frederico Marcondes César, facilitador da live, enfatizou que a demanda reprimida criada neste período de quarentena, aliada aos juros baixos, trarão boas condições para a retomada do mercado imobiliário após o fim da pandemia. “Quando a economia nacional tende para uma paralisia, a construção civil é uma das primeiras a sentir os efeitos. Mas quando tende para uma recuperação, somos os primeiros a sentir essa diferença”, ressaltou César, lembrando que quanto mais as pessoas se cuidarem, menor será a quarentena e mais rápido o setor retomará suas atividades. Confira a entrevista na íntegra.

Na próxima terça-feira, 26/5, às 18 horas, acontece uma nova live do Interior, dessa vez, com a presença do prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth, que discutirá as ações de poder municipal durante a quarentena e as perspectivas de retomada da cidade após a pandemia. Participe!

Autor: Assessoria de Comunicação do Secovi-SP


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