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Manutenção garante preservação do patrimônio, gera satisfação e evita acidentes no condomínio


Dentro da programação dos fóruns práticos, 3ª edição da Feira Secovi Condomínios mostrou como uma manutenção bem feita garante a preservação do edifício, bem como a vistoria pode auxiliar nesse trabalho, e quando é necessário recorrer a um especialista pa


A manutenção no edifício, tanto comercial quanto residencial, está intimamente ligada à questão da segurança e do bom funcionamento do prédio. “Não dá para gastar só aonde é visível, isso é tapar o sol com a peneira”, afirmou Sergio Meira, diretor de Condomínios da Capital da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, ao abrir os trabalhos do Fórum de Manutenção Predial da 3ª edição da Feira Secovi Condomínios, no último dia 1º/12, no Centro de Exposições Imigrantes, zona Sul da Capital. Ao lado do engenheiro e membro daquela vice-presidência, Ricardo Gonçalves, Meira coordenou o painel com maestria, e revelou de que forma a boa manutenção pode modificar totalmente a dinâmica do condomínio. “A manutenção preventiva deve ser incentivada, pois detectar o problema antes de ele acontecer efetivamente significa diminuir custos e garantir a qualidade do trabalho”, analisou o diretor. Ainda de acordo com o especialista, o condomínio, na figura do síndico, deve garantir um circulo virtuoso nesse sentido, o que agregará valor ao imóvel. “Conhecemos casos em que o prédio tornou-se referência no bairro. Sobem os valores de locação e do imóvel em si. Os proprietários e locatários ficam satisfeitos, e, desta forma, se interessam pela continuidade da manutenção e execução de reformas”, analisou, ainda, Meira.

Marli Lanza Kalil e José Ricardo Pinto, relatora e vice-coordenador da Câmara de Inspeção Predial e Manutenção do Ibape – Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo, focalizaram aspectos importantes da inspeção predial, que, segundo eles, está alicerçada no tripé custo/qualidade/utilidade. “Hoje, as exigências humanas prima pelo conforto e a manutenção já começa no dia seguinte à entrega das chaves”, ilustrou Marli. A especialista falou dos níveis de inspeção predial, inclusive aqueles que dizem respeito aos graus de risco. “A legislação vigente apresenta novos desafios aos síndicos, como a questão da acessibilidade e sustentabilidade nos condomínios”, disse.

Já o engenheiro Ricardo Pinto tocou na questão de normas, atribuições e competências, afirmando que a elaboração da inspeção predial é função de engenheiros e arquitetos devidamente registrados no Creci. “Os trabalhos devem ser acompanhados da ART (Atribuição de Responsabilidades) correspondente. Mas tudo isso depende de uma pró-atividade do síndico, que deverá traçar um plano de manutenção e inspeção predial adequado”, elucidou, listando, em seguida, casos práticos sobre o tema.

Foi o engenheiro e auditor Fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Gianfranco Pampalom, quem abordou as NR’s do M T E nos serviços de manutenção em condomínios, fazendo um alerta; “Por ano, acontecem mais de 270 milhões de acidentes no mundo, com a morte de 2,2 mil trabalhadores por dia. E, neste universo, não estão contabilizados os trabalhadores informais”, revelou. Pampalom disse que é obrigação do empregador mostrar os riscos da atividade e treinar o funcionário para sua função. “Inclusive aqueles que trabalham em condomínios”, adicionou, dizendo também que é responsabilidade do funcionário usar e aplicar equipamentos e rotinas de segurança no dia-a-dia de suas atribuições. “O síndico deve ficar alerta, pois pode até chegar a responder uma ação criminal por permitir que pessoal não habilitado trabalhar com instalação elétrica, por exemplo”, analisou.

Na seqüência, José Moacyr Freitas de Araújo, engenheiro do Contru – Departamento de Controle do Uso de Imóveis da Prefeitura da Cidade de São Paulo, discorreu sobre as atribuições da Sehab, com o que foi sucedido pelo Tenente Coronel da Reserva do Corpo de Bombeiros, Jovelli Marcatti, que falou sobre a importância do auto de vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) nas edificações. “O grande objetivo das vistorias é a diminuição da ocorrência de incêndios e sinistros diversos”, completou. Segundo o Tenente, até a década de 1970 a preocupação com a prevenção de incêndios era quase nula, mas, depois de grandes eventos como os episódios Andraus e Joelma, buscou-se aperfeiçoar as normas e exigências, que acabaram por melhorar sensivelmente o padrão de conduta nesse aspecto. “Ao assumir sua função, cabe ao síndico verificar perante o Corpo de Bombeiros se não existe alguma pendência no edifício, no que tange às obras de preservação de incêndio”, alertou.

Finalizando os trabalhos, Ricardo Valentim Tavares Antunes, diretor Comercial da Evelux&Masterlux chamou a atenção da platéia para a importância da sinalização nas edificações. “Quando bem feita e adequadamente aplicada, ela é responsável inclusive pelo salvamento de vidas”, considerou. Na seqüência, Meira e Gonçalves realizaram a apresentação de uma vistoria virtual no edifício, e, ao término, convidaram os presentes para o 16º Encontro Secovi de Síndicos do Estado de São Paulo, que aconteceu no mesmo dia, no próprio Centro de Exposições Imigrantes. O evento já é considerado a maior festa de confraternização entre síndicos, administradores e profissionais do setor de todo o Estado, e contou com palestra do humorista Clovis Tavares, que ofereceu um show de alegria com efeitos especiais, interação, música e muita diversão. Além disso, o Encontro abrigou a entrega do Prêmio Secovi Condomínios nas categorias Vizinho Cidadão e Gestão Positiva, e a apresentação da Banda New Times. Acompanhe a cobertura completa da 3ª edição da Feira Secovi Condomínios.

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