Locação

Aluguel residencial novo sobe 3,54% na Capital, aponta pesquisa do Secovi-SP


Acumulado entre junho de 2020 e maio de 2021, percentual ficou bem abaixo do IGP-M de 37,04% em igual período, segundo a Fundação Getúlio Vargas
  Em maio, o valor médio do aluguel em São Paulo permaneceu estável.

A Pesquisa de Valores de Locação Residencial, divulgada mensalmente pelo Secovi-SP, aponta aumento de 3,54% entre junho de 2020 e maio de 2021, percentual bem abaixo do IGP-M (Índice Geral  de Preços - Mercado), medido pela Fundação Getúlio Vargas, que foi de 37,04% em igual período. Em maio, o valor médio dos novos contratos de locação residencial fechados na cidade de São Paulo permaneceu estável.
 
“Percebemos uma estabilidade no valor do aluguel neste mês e já projetamos uma melhora na variação do acumulado, o que representa boa expectativa para o mercado de locação residencial nos próximos meses”, analisa Adriano Sartori, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP.
 
Os imóveis com 3 dormitórios apresentaram as menores variações de preço (0,10%). O valor do aluguel das residências de 1 dormitório subiu 0,05% e os de 2 dormitórios não registraram variação.

Metodologia - A Pesquisa de Locação Residencial é elaborada pelo Secovi-SP e visa monitorar o comportamento do mercado de aluguéis na capital paulista. As informações estão disponibilizadas em valores por m² (área privativa de apartamentos e área construída de casas e sobrados) e estão organizadas em oito grandes regiões: Centro; Norte; Leste (dividida em duas: zona A – que corresponde à área do Tatuapé à Mooca; zona B – outros bairros dessa área geográfica, como Penha, São Miguel Paulista etc.); Oeste (segmentada em duas: zona A – Perdizes, Pinheiros e vizinhanças; zona B – bairros como Butantã e outros); Sul (dividida em duas sub-regiões: zona A – Jardins, Moema, Vila Mariana, dentre outros; zona B – bairros como Campo Limpo, Cidade Ademar etc.).

Os dados estão dispostos em faixa de valores por m², por número de dormitórios e por estado de conservação. Por exemplo, um imóvel de três quartos na zona Norte, em bom estado, possui aluguel médio por m² de R$ 22,02, enquanto os com conservação regular têm locação média por R$ 19,68 o m2. Uma moradia de 90 m² nessa região tem sua locação entre R$ 1.771,20 e R$ 1.981,80.

Nos bairros da zona Sul – área A, como Jardins, Moema e Vila Mariana, os aluguéis de imóveis de 2 quartos, em bom estado, possuem valores médios de R$ 34,79 por m² de área útil ou construída, e os imóveis em estado regular, R$ 31,28. Assim, um imóvel com área em torno de 70 m² na região tem aluguel entre R$ 2.189,60 e R$ 2.435,30.

Garantias locatícias - O fiador manteve a liderança como o tipo de garantia mais frequente entre os inquilinos, respondendo por 46% dos contratos de locação firmados em maio. O depósito de até três meses de aluguel foi bastante utilizado no mês: 38,5% dos locatários preferiram essa modalidade de garantia. O seguro-fiança foi o instrumento jurídico usado em 15,5% dos contratos de locação residencial.

 O IVL (Índice de Velocidade de Locação), que avalia o número de dias que se espera até que se assine o contrato de aluguel, indicou que o período de ocupação foi de 30 a 80 dias. Os imóveis alugados mais rapidamente foram as casas e os sobrados, com período compreendido entre 30 e 56 dias. Os apartamentos tiveram um ritmo de escoamento mais lento: de 31 a 80 dias.
 
Confira a íntegra da Pesquisa de Locação do Secovi-SP.

 

Autor:  Assessoria de Comunicação - Secovi-SP


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